E se ao invés de aquecimento global, a Terra estivesse a beira de um resfriamento global? E se a exigência pela redução da emissão de gás carbônico na atmosfera fosse apenas artifício para frear o crescimento dos países emergentes? O Prof. Dr. Luiz Carlos Molion foi o entrevistado do programa Canal Livre deste último domingo, dia 10/01 às 23h30. Meteorologista e professor de climatologia da Universidade Federal de Alagoas, Molion defende sua tese sobre o resfriamento global e responde todas as questões levantadas pelos jornalistas da banca, Fábio Pannunzio, Fernando Mitre e Sandro Barboza. Foi mais um daqueles programas imperdíveis!
Segundo Molion, a alteração da temperatura do planeta ao longo dos anos se dá exclusivamente por fenômenos naturais, sem qualquer interferência humana. Um exemplo disso são os níveis de radiação solar e a própria órbita da lua em torno da Terra. Estes acontecimentos climáticos são presenciados em intervalos de anos, décadas, séculos e até milênios, não sendo caracterizados como ciclos mas que justificam as alterações que estamos vendo nos dias de hoje. Segundo Molion, é o início de mais um período interglacial nos moldes daquele vivenciado a 15 mil anos atrás.
A sua tese vem de encontro ao posicionamento da maioria dos cientistas e ambientalistas que defendem a tese do aquecimento gerado pela interferência humana. Segundos estas teorias, as emissões excessivas de gases do efeito estufa, em especial o gás carbônico, estão provocando um aumento das temperaturas a índices preocupantes. Para Molion, não há base científica plausível de acordo com as exigências das pesquisas acadêmicas que sustente sem contra-argumentação estas teorias.
A maioria das pesquisas sobre o aquecimento são baseadas em modelos de previsão que tomam como referência medições, registros de temperaturas e condições climáticas futuras. Contudo, as pesquisas não revelam quais estações climáticas foram usadas para as medições. Além disso, quando estes modelos são aplicados para reprodução do clima em épocas passadas, eles falham. Em sua argumentação, Molion afirma que basta uma consulta aos registros históricos para notar a tendência de resfriamento do globo. A sua tese fundamenta-se, portanto, não em modelos de previsão mas sim dem projeção e análises de tendência que cruzam estes dados históricos com os períodos históricos de variação da temperatura prescritos pelos paleoclimatologistas.
Mas e as imagens das geleiras derretendo que são freneticamente veiculadas na TV? Segundo o professor trata-se de um fenônemo natural com origem no aquecimento da temperatura dos aceanos, mais intensamente em correntes marítimas ao norte do globo, provocando o derretimento da base dos icebergs. Este aquecimento das correntes é produto do período quente que terminou no final dos anos 90. Esta oscilação entre períodos quentes e frios são características comuns da vida na Terra mas se a média destas temperaturas for levada em conta, constata-se a tendência do resfriamento.
No ártico este derretimento é notável, considerando alguns estudos recentes [1]. Porém, na Antártida, os estudos revelam o contrário [2], por lá o temido aquecimento global está provocando aumento da camada de gelo. Além disso, em épocas remotas, na Idade Medieval, a Groenlândia e o norte do Canadá estavam muito mais quentes que hoje, ao ponto de permitirem a colonização de seus territórios pelos vikings. Estes fenômenos e fatos históricos corroboram a tese do professor.
Sobre o aumento do nível dos aceanos com o derretimento, o professor usa um argumento bem simples: o derretimento do gelo não aumenta o nível dos aceanos, já que o volume da água no estado sólido é maior que no estado líquido (ele porpõe um experimento a ser feito em casa colocando um gelo dentro de um copo de água e observando o que acontece com o nível da água após o seu derretimento). O aumento real no nível dos mares constatado pelas medições de cientistas pode ser explicado como resultado da influência da posição da lua em relação à Terra. Seguindo alguns cálculos, a influência da órbita atual faz com que ocorra uma concentração maior de água nos trópicos, justificando o aumento nestes pontos.
O fato mais estarrecedor é a possibilidade de algumas pesquisas publicadas terem manipulado registros de temperaturas considerando apenas valores que levem a conclusão de que a Terra está aquecendo. Estas pesquisas foram financiadas por órgãos de governos cuja hegemonia estaria ameaçada nas próximas décadas se a economia global mantiver estes patamares. Uma constatação é o vazamento de e-mails com conversas entre cientistas envolvidos nestas pesquisas [3].
As discussões sobre a criação de leis internacionais para redução da emissão de gases do efeito estufa, discutida em Kopenhagen [4], podem ser então uma tentativa política de frear o crescimento dos países emergentes. Se o ritmo de crescimento das economias for mantido, em algumas décadas nações como China, Índia e, até mesmo, Brasil poderão figurar como grandes potências mundiais, o que pode ser considerado uma ameaça a hegemonia do atual G7, especialmente a Inglaterra cujaos recursos naturais estão esgotados. Desta forma, segundo o professor, a redução da emissão de gases implica na queda na produção de energia que, por sua vez, implica na queda no crescimento econômico mundial, o que levaria a um cenário de controle pela estagnação das economias sob a banderia da preservação do planeta.
O que me causou mais preocupação é que, se tomarmos os comentários de Molion como verdade e se, de fato, forem criadas leis internacionais como as conferências sobre o clima pretendem, estará perpetuada de vez a tese do aquecimento global. As temperaturas globais cairão, mesmo que nenhuma palha seja movida. Porém, se este fato for narrado como consequência da queda nas emissões por parte dos países e não como um livre arbítrio da natureza, estará legitimada uma das maiores jogadas diplomáticas de todos os tempos.
Assistam o programa, na íntegra, no site da Band (aqui). Vale a pena!
